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Projetos de energia eólica devem receber R$ 8,9 bi do BNDES até 2016

Os projetos de energia eólica devem receber R$ 8,9 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) até 2016. A maior parte dos recursos deve ser liberada até 2014, segundo o gerente do departamento de fontes de energias alternativas do banco, Luis André d”Oliveira.

Entre 2005 e 2011, o banco já desembolsou R$ 4 bilhões para projetos no setor. Este ano, os desembolsos do banco para os empreendimentos eólicos devem girar entre R$ 2,8 bilhões e R$ 3 bilhões, em torno de 27% acima do liberado do ano passado (R$ 2,2 bilhões).

Segundo o gerente, os projetos de energia eólica na carteira total do banco somam R$ 12,9 bilhões entre 2005 e 2016, o que representa financiamento de 156 parques eólicos no período.

Os projetos em energia eólica demandam em torno de três anos, desde a elaboração até a chegada ao mercado. Mesmo o prazo relativamente longo não impediu a trajetória crescente de empréstimos do BNDES ao setor, que tem abocanhado cada vez mais participação nos leilões de energia, na análise de d”Oliveira.

“Em comparação com outras modalidades, como cogeração, geração térmica e PCHs, nós sentimos mais a presença de projetos de eólica dentro do banco”, afirmou. Segundo ele, a modalidade vai impulsionar as liberações do departamento de energias alternativas do BNDES nos próximos anos.

O fato de alguns empreendimentos apoiados pelo banco operarem abaixo do previsto, em termos de produção de energia eólica, não preocupa o BNDES, segundo o gerente. Ele foi questionado sobre relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), onde consta que, de 20 parques conectados diretamente ao Sistema Interligado Nacional (SIN), 14 estariam com fator de capacidade (índice de eficiência) inferior ao declarado inicialmente, considerando os últimos 12 meses encerrados em março de 2012, segundo apurou o Valor.

De 339 MWW médios de energia que os parques eólicos deveriam gerar, apenas 294 MW médios foram produzidos nos últimos 12 meses, uma diferença de 45 MW médios. ” Ocorreram alguns problemas pontuais, que causaram o cenário”, disse, citando, como exemplo, regime menos favorável na curva de ventos.

“É importante dizer que o BNDES, quando avalia os projetos de energia eólica, trabalha com geração de energia inferior à da garantia física do projeto”, disse. Segundo ele, essa garantia física, normalmente, é estimada em 50% da produção efetiva.

“Trabalhamos com energia de 10% a 15% menor do que a energia estimada na garantia física”, acrescentou. “Posso dizer que, dos projetos apoiados pelo banco, os empreendimentos estão até mesmo superando nossas expectativas iniciais de produção”, afirmou.

A estimativa do banco é que os recursos ajudem a implementar o acréscimo esperado de 1,5 gigawatts de energia eólica previsto para 2012. Atualmente, o país tem em operação 1,5 gigawatts. A intenção do BNDES, de acordo com o gerente, é de que o país consiga atingir 8 gigawatts de energia eólica até 2016. Com isso, a participação da energia eólica na matriz energética brasileira poderia saltar de 1,2% para 5% em 2016, de acordo com o gerente.

Fonte: Valor Econômico

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