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	<title>Eco-Finanças</title>
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		<title>Para o Brasil, Rio+20 não é só ambiental</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 19:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aldrey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Português]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias/News]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Rio +20]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[O embaixador André Aranha Corrêa do Lago, de 52 anos, é um economista apaixonado por arquitetura e um diplomata que fala direto. &#8220;O que não se pode aceitar é que os países desenvolvidos considerem que nós temos que repensar o que é padrão de consumo de classe média, e eles, não&#8221;, diz, referindo-se às negociações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O embaixador André Aranha Corrêa do Lago, de 52 anos, é um economista apaixonado por arquitetura e um diplomata que fala direto. &#8220;O que não se pode aceitar é que os países desenvolvidos considerem que nós temos que repensar o que é padrão de consumo de classe média, e eles, não&#8221;, diz, referindo-se às negociações da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, em junho, no Rio.</p>
<p>Lago, que serviu nas embaixadas brasileiras em Madri, Praga, Washington, Buenos Aires e na missão brasileira junto à União Europeia, em Bruxelas, diz claramente que a Rio+20 é uma conferência sobre desenvolvimento sustentável, com seus pilares econômico, social e ambiental. Não é só frase de efeito. &#8220;Os europeus dizem que o Brasil está tirando o foco da Rio+20&#8243;, menciona. Lago não é explícito, mas trata-se de uma referência ao esforço europeu, encabeçado pela França, de aprovar na Rio+20 a criação de uma agência ambiental mundial, ideia que o Brasil não apoia. &#8220;A Rio+ 20 não é uma conferência ambiental, é sobre desenvolvimento sustentável. Quem está tirando o foco da Rio+20 são eles, colocando apenas o pilar ambiental na mesa.&#8221;</p>
<p>O negociador-chefe do Brasil para a Rio+20 diz que os empresários são peças-chave em uma conferência que quer desenhar o desenvolvimento do mundo para os próximos 20 anos. E que um dos desafios da Rio+20 é &#8220;convencer o empresariado médio e micro que o desenvolvimento sustentável não é agenda apenas de multinacionais gigantes, que têm dinheiro sobrando e que, portanto, podem investir nessas outras dimensões.&#8221;</p>
<p>Nesta entrevista ao Valor, concedida em seu gabinete no Itamaraty, ele fala dos emergentes, da mudança necessária nos padrões de produção e consumo e no papel do Brasil. Leia trechos:</p>
<p><strong>Valor: As pessoas não têm ideia clara do que é a Rio+20. O senhor pode explicar?</strong></p>
<p>André Aranha Corrêa do Lago: A Rio+20 pertence a uma família de conferências das Nações Unidas que só acontece com pouca frequência. São conferências de questionamento geral e trabalham com o longo prazo. A Rio+20 têm várias dimensões, mas sua definição formal é que é uma conferência da ONU que vai reunir todos os países do mundo para debater temas que só são discutidos neste nível de profundidade a cada 10 ou 20 anos. É completamente diferente da conferência de Copenhague (em 2009, na Dinamarca) ou da de Durban (em 2011, na África do Sul), que são as reuniões anuais da negociação de mudança do clima.</p>
<p><strong>Valor: O que pode sair dela?</strong></p>
<p>Lago: Por ser rara e ambiciosa, podem sair daí coisas como na Rio 92 que, no momento em que acontecem a gente não se dá conta do quanto são importantes.</p>
<p><strong>Valor: Quais coisas?</strong></p>
<p>Lago: Quando foi assinada a Convenção do Clima, na Rio 92, ninguém podia imaginar que 20 anos depois ela se tornaria a principal negociação econômica no mundo. Mas essas conferências, ao trabalharem com o longo prazo, têm também enorme grau de incerteza. Existem processos que param no meio e outros que inspiram toda uma geração.</p>
<p><strong>Valor: O produto principal da Rio+20 é um documento que pode dizer o quê?</strong></p>
<p>Lago: O produto principal da Rio+20 é reunir todos os países e as melhores mentes das instituições internacionais e repensar o desenvolvimento do mundo. Em momentos como o de hoje, quando pensamos no curto prazo &#8211; como nas reuniões do G-20, onde todos pensam como será a crise em uma semana, um mês ou um ano -, a grande contribuição da Rio+20 é pensarmos o que queremos para o longo prazo. É a conferência para tentar determinar qual o nosso objetivo comum para as próximas décadas.</p>
<p><strong>Valor: A Rio+20 tem duas frentes, da economia verde e da governança. Pode explicar?</strong></p>
<p>Lago: Isso são os mandatos. Quando se tem uma conferência das Nações Unidas, todos os países do mundo têm que concordar em qual vai ser a agenda. Não é uma decisão nem das Nações Unidas, nem do país anfitrião. É uma decisão de todos. Neste caso, a decisão foi de que a Rio+20 deveria se concentrar em dois temas: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e a governança internacional do desenvolvimento sustentável, ou seja, de que maneira vamos estruturar o debate internacional em torno dessa questão.</p>
<p><strong>Valor: O senhor mencionou outro dia que o &#8220;espírito de Estocolmo&#8221; está sendo sentido de novo, e de maneira forte, nas negociações da Rio+20. O que quer dizer?</strong></p>
<p>Lago: Quando ocorreu a 1ª conferência ambiental da ONU, em Estocolmo, em 1972, no período preparatório os países em desenvolvimento reagiram muito mal à introdução da questão do ambiente porque interpretavam que era uma deturpação do debate. Que o debate legítimo da ONU, desde os anos 50, era o desenvolvimento. E, graças ao Brasil e há alguns outros em desenvolvimento, caiu a ficha e a questão do ambiente passou a ser ligada diretamente à do desenvolvimento. O consenso foi de que não se podia desligar os dois.</p>
<p><strong>Valor: Mas a participação do Brasil foi esquisita, defendendo o crescimento a qualquer custo&#8230;</strong></p>
<p>Lago: Não, isso foi muito mal interpretado naquela época, parecia que o Brasil estava atrapalhando uma agenda progressista. Mas naquele período houve um relatório com grande impacto, do Clube de Roma. Era um clube de grandes empresários e, nesse relatório, havia uma renovação daquelas preocupações malthusianas [economista britânico Thomas Malthus] de que nunca ia haver suficientes recursos naturais para todo mundo.</p>
<p>A solução que as pessoas encontravam era &#8220;controle a população dos países em desenvolvimento, porque senão eles vão consumir o que nós precisamos&#8221;. Isso classifica o mundo em duas categorias, aqueles que já chegaram a um certo nível de consumo e acham legítimo continuar a tê-lo e querem restringir o crescimento dos outros. Isso acabou mudando. Mas muitos países europeus não se convenceram disso.</p>
<p><strong>Valor: Este espírito voltou nas negociações da Rio+20?</strong></p>
<p>Lago: O espírito pré-Estocolmo é a visão de que o problema do mundo é que tem pobre demais e poucos recursos naturais. Hoje isso está retornando.</p>
<p><strong>Valor: Bom, mas não é verdade que no mundo há pobres demais e recursos naturais de menos?</strong></p>
<p>Lago: Agora a preocupação é outra: os pobres estão virando classe média. E não se achava que isso ia acontecer tão rápido. Entre China, Brasil, Índia e outros países em desenvolvimento estamos botando centenas de milhões de pessoas na classe média. Estas pessoas estão consumindo mais, o que é uma ótima notícia. E também é verdade que isso representa um desafio para o ambiente. Mas a solução não é restringir o consumo só deles. A solução é um esforço mundial para que não haja uma divisão do gênero: a classe média americana pode ter quatro carros e classe média indiana tem que andar de bicicleta.</p>
<p><strong>Valor: A sinalização dos países desenvolvidos é &#8220;vocês chegaram à classe média na hora errada?&#8221;</strong></p>
<p>Lago: A sinalização é a seguinte: &#8220;Nós inventamos esse conceito de classe média meio para a gente. Não é para vocês, não&#8221;. Isso não é possível. Os países em desenvolvimento, com toda razão, consideram que, é claro que temos todos que nos preocupar com as emissões e as consequências da entrada de milhões de pessoas na classe média mundial. Mas não podemos aceitar que vá haver duas classes médias, duas categorias diferentes.</p>
<p>O que achamos é que os países desenvolvidos, em vez de se preocupar tanto com o que está acontecendo nos países em desenvolvimento, deveriam mostrar o caminho. Isso está já determinado desde o Rio de Janeiro, em 1992. Um dos princípios do Rio é a mudança dos padrões insustentáveis de produção e consumo, com os países desenvolvidos tomando a liderança. Temos que criar uma ideia de classe média que seja atraente o suficiente para europeus e americanos, e atraente o suficiente para indianos e brasileiros.</p>
<p><strong>Valor: Este ponto, na Rio+20, pode ter qual formato?</strong></p>
<p>Lago: Tem que ser uma questão absolutamente chave. Se estamos trabalhando na Rio+20 para os próximos 20 anos, temos que pensar em medidas que teremos que tomar internacionalmente e que tenham impacto para as próximas duas décadas. A perspectiva é que até lá centenas de milhões de pobres deixarão de ser pobres, o que é uma maravilhosa notícia. Essa visão dramática do mundo tem que ser equilibrada pelo lado positivo do que está acontecendo. Mas temos, sem a menor dúvida, todos, que repensar nossos padrões de consumo. O que não se pode aceitar é que os desenvolvidos considerem que nós temos que repensar o que é padrão de consumo de classe média, e eles, não.</p>
<p>Há um documento, que esperamos aprovar na Rio+20 e que determina essas questões. Temos que mudar e ter consciência de que em um mundo onde teremos bilhões de pessoas de classe média, a ideia do que é o consumo tem que ser mudada. Não podemos ter 7 bilhões de pessoas consumindo como a classe média americana ou italiana.</p>
<p><strong>Valor: O senhor não concorda com a visão &#8220;dramática&#8221; do mundo.</strong></p>
<p>Lago: Esse alarmismo da falta de recursos naturais vem de Malthus, e a história tem provado que as coisas não são assim. Em 1971 se achava que a população mundial só ia estabilizar em 14 bilhões, mas já sabemos hoje que vai estabilizar em 9 ou 10 bilhões e a partir daí irá cair. E há progresso tecnológico, uma quantidade inimaginável de coisas novas acontecendo.</p>
<p><strong>Valor: Há chance de, na Rio+20, sair uma agência ambiental mundial nos moldes da OMC, para o comércio, ou a OIT, para o trabalho?</strong></p>
<p>Lago: Nós não queremos uma agência ambiental mundial. Essa é a agenda de Estocolmo. Queremos uma agência internacional sobre desenvolvimento sustentável, que trate de maneira equilibrada o econômico, o ambiental e o social. Por outro lado, queremos que seja fortalecido o pilar ambiental no Pnuma, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Mas o que tem que sair do Rio de Janeiro não é o fortalecimento simplesmente do meio ambiente. É o fortalecimento do desenvolvimento sustentável, do tratamento equilibrado entre econômico, ambiental e social. Os europeus dizem que o Brasil está tirando o foco da Rio+20. A Rio+ 20 não é uma conferência ambiental, é sobre desenvolvimento sustentável. Quem está tirando o foco da Rio+20 são eles, colocando apenas o pilar ambiental na mesa.</p>
<p><strong>Valor: Pode sair uma agência sobre desenvolvimento sustentável?</strong></p>
<p>Lago: Este é o objetivo. O fortalecimento da governança internacional de desenvolvimento sustentável. Mas a forma que esta agência terá&#8230; Uma coisa é o que o Brasil quer. A outra é o que 193 países querem.</p>
<p><strong>Valor: O que o Brasil quer?</strong></p>
<p>Lago: O Brasil quer que saia uma coisa ambiciosa, que os 193 países queiram. Mas o Brasil não é um país que declara que quer uma coisa extraordinariamente ambiciosa sabendo que aquilo é impossível. Também não podemos predeterminar a opinião de 193 países. Seria pretensioso e inadequado para o presidente de uma conferência.</p>
<p><strong>Valor: Na proposta brasileira defendia-se que o Ecosoc, o conselho econômico e social que existe na ONU, seja reformulado, fortalecido e acrescido da vertente ambiental. Isso pode acontecer na Rio+20?</strong></p>
<p>Lago: Estão sendo examinadas todas as possibilidades. Os países têm diferentes visões. O público e os políticos, em geral, não têm noção do que é o Ecosoc e para o que serve. Temos que ter uma solução que não só seja efetiva para as Nações Unidas, mas percebida como tal pelos governos nacionais e pela sociedade civil.</p>
<p>Procuro sempre explicar que precisamos ter resultados significativos na Rio+20 em três dimensões. Na multilateral, das Nações Unidas, com o fortalecimento da ONU, de seus instrumentos e de sua eficiência. Outra é o que pode trazer de impactos sobre o Brasil, que o país seja o líder mundial na luta do desenvolvimento sustentável. A terceira dimensão é a sociedade civil aceitar e se envolver nessa agenda, o setor empresarial, os trabalhadores, as ONGs, a Ciência. Toda a sociedade civil mundial tem que acreditar que esta é a agenda que deseja para os próximos 20 anos.</p>
<p><strong>Valor: Como os empresários podem aproveitar a Rio+20?</strong></p>
<p>Lago: Os empresários são absolutamente chave na Rio+20. A conferência vai tratar de um assunto caro a eles, que é o longo prazo. O empresariado precisa de segurança com relação ao longo prazo. Na Rio 92 quem apoiava o desenvolvimento sustentável era muito ligado a uma visão idealista do mundo. Eram grandes líderes empresariais convictos de que a dimensão ambiental e social era chave. Nos últimos 20 anos apareceram milhares de exemplos de empresas que ao darem atenção à dimensão social e ambiental, ao lado da econômica, naturalmente, cresceram mais, se fortaleceram, ganharam mais mercado. Um passo importante na Rio+20 é convencer o empresariado médio e micro que o desenvolvimento sustentável não é agenda apenas de multinacionais gigantes, que têm dinheiro sobrando e que, portanto, podem investir nessas outras dimensões. O Sebrae [Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas] assinou um convênio com a organização da Rio+20, e isso é uma sinalização internacional de que a entidade que, no Brasil, reúne as pequenas e micro empresas acredita na agenda da sustentabilidade.</p>
<p><strong>Valor: O senhor fala que é importante trazer os mecanismos financeiros internacionais tipo Banco Mundial, BID e FMI para este debate. O que o senhor imagina?</strong></p>
<p>Lago: Se nós estamos pensando em uma entidade &#8211; não vamos dar nome à agência, conselho, porque não houve acordo sobre isso &#8211; multilateral que vai assegurar que desenvolvimento sustentável seja o paradigma do desenvolvimento mundial, é evidente que essa entidade tem que envolver o Banco Mundial, o FMI, a OMC. Esses organismos são da estrutura das Nações Unidas, mas sua estrutura de funcionamento é muito diferente. Temos que assegurar que esses organismos também sejam defensores do desenvolvimento sustentável.</p>
<p><strong>Valor: Como os EUA estão se comportando com relação à Rio+20?</strong></p>
<p>Lago: Os EUA têm sido muito construtivos. O grande papel que o Brasil pode ter é justamente de, tendo conhecimento das dificuldades que países como os EUA, Alemanha ou Indonésia têm no tratamento de certas questões, conseguir um resultado com o qual esses países possam concordar. Não é nenhuma vitória propor algo que não será consenso e não será aprovado.</p>
<p><strong>Valor: Mas assim não se enfraquece a conferência?</strong></p>
<p>Lago: Há um certo cansaço que existe do público com relação à capacidade da ONU de conseguir coisas ambiciosas uma vez que têm que haver o consenso de mais de 190 países. Há sempre o temor de se ter o menor denominador comum. A sociedade civil vai ficar observando os líderes mundiais e dizendo a eles &#8220;vocês podem ser mais ambiciosos.&#8221;</p>
<p><strong>Valor: O senhor diz que, nas negociações internacionais, o confronto Norte-Sul que se verificava passa a ser mais pressão sobre os emergentes. É assim?</strong></p>
<p>Lago: No momento em que há uma tal crise nos países mais ricos do mundo, e eles observam China, Índia e Brasil crescendo entrando na lista das maiores economias do mundo, há uma tendência natural dos países ricos de tentar dividir algumas das suas responsabilidades, sobretudo financeiras, com esses países que parecem estar ricos. Tem uma tendência dos países ricos em achar que os emergentes deveriam fazer mais.</p>
<p>Isso é uma deturpação. Apesar de Brasil, China e Índia terem conseguido grandes progressos recentes, são ainda países em desenvolvimento. Nenhum de nós está dizendo que já é desenvolvido. Temos plena consciência de que temos imensa dívida social e muito o que fazer para nos considerarmos desenvolvidos. Estamos tratando com sociedades que têm um nível de qualidade de vida para as suas populações infinitamente superior do que o que Brasil, China e Índia podem oferecer para a maioria da sua população.</p>
<p><strong>Valor: Essa pressão também ocorre nas negociações da Rio+20?</strong></p>
<p>Lago: Na Rio+20 há uma grande diferença entre o que Brasil, China e India consideram que é o maior papel para eles no mundo atual e o que os países ricos consideram que é o maior papel para nós no mundo a partir de agora.</p>
<p><strong>Por: Daniela Chiaretti</strong><br />
<strong>Fonte: Valor Econômico </strong></p>
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		<title>The Changing Role of Global Leaders</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 19:35:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aldrey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[In November 2010, to big fanfare at Unilever&#8217;s London headquarters, chief executive Paul Polman boldly articulated a new strategy. The company would double the size of its business, he said, by channeling its efforts toward achieving eight ambitious goals by 2020 — among them, doubling the proportion of Unilever&#8217;s portfolio that meets the highest nutritional [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>In November 2010, to big fanfare at Unilever&#8217;s London headquarters, chief executive Paul Polman boldly articulated a new strategy. The company would double the size of its business, he said, by channeling its efforts toward achieving eight ambitious goals by 2020 — among them, doubling the proportion of Unilever&#8217;s portfolio that meets the highest nutritional standards, and halving the water associated with the consumer use of its products.</p>
<p>To most of us, this did not sound like typical corporate strategy, but Polman&#8217;s reframing of what it means to succeed in business is not an isolated example. It is indicative of a new generation of leadership emerging at the top of many of the world&#8217;s largest organizations.</p>
<p>Over the past few years, we&#8217;ve all become much more aware of the forces that will powerfully shape global society over the next decade. We see billions of people around the world striving to improve their quality of life, and ideas about what constitutes an improved quality of life shifting. (For many people it&#8217;s about better access to food, water, and shelter and less vulnerability to disease, but for others it&#8217;s about better governance, freedom from corruption and oppression, and respect for basic human rights, as we saw in the Arab Spring. For many more it&#8217;s about healthier lifestyles, mental health, self-esteem and wellbeing, and better family and community relationships.)</p>
<p>At the same time, as material consumption in emerging economies rises, we also face the fact that, as of the end of 2011, the Earth now contains seven billion people; by 2050, that global population is projected to reach nine billion. Undeniably there is more pressure on the things we all depend on: finite resources like water, energy, food, certain metals and minerals, and ecosystems like fisheries and forests. And of course, more pressure on climate.</p>
<p>Unilever&#8217;s strategy for 2020 is formulated in direct response to that quest for improved quality of life in a much more resource-constrained context. It recognizes this new reality will spell decline for some commercial activities, but growth for others who find better ways of operating.</p>
<p>So in one sense, Polman is only being a good businessman. But clearly, Polman&#8217;s approach is also a dramatic departure from past practice—and he is not alone. Across the board we see the top executives of some of the world&#8217;s largest organizations talking about, taking action on, and defining their success in terms of things that have conventionally been the realm of political leaders and NGO activists. The change has not gone unremarked by management&#8217;s leading thinkers. Witness Chris Lazslo&#8217;s work on sustainable value, and Michael Porter&#8217;s theorizing about shared value.</p>
<p>In research led by Ashridge Business School and the International Business Leaders&#8217; Forum to be published later in 2012, we&#8217;ve been exploring this emerging new approach to leadership. We are engaging with executives who&#8217;ve sat at the top of globe-spanning organizations over the past decade — people like Neville Isdell, former Chairman &amp; CEO of the Coca Cola Company; Paul Walsh, CEO of Diageo; John Brock, Chairman &amp; CEO of Coca Cola Enterprises; Lord Browne, former CEO of BP; Sir Mark Moody Stuart, former Chairman of Shell and Anglo American; Frederick Chavalit Tsao, Chairman of IMC Pan Asia Alliance Group; and Mark Foster, former Group Chief Executive, Accenture.</p>
<p>From these explorations, a consistent theme has emerged: today&#8217;s global business leaders have needed to adopt a different perspective on their role and purpose.</p>
<p>A generation ago, the prevailing attitude was that it was the role of political leaders to address the big societal issues of the day, and definitely not the role of business leaders. For them to take on such concerns would only be a distraction and source of cost.</p>
<p>Fast forward to today&#8217;s generation of business leaders and you hear a very different attitude being expressed: that it is essential for senior executives both to have a nuanced understanding of the major societal forces shaping our world, and to know where and how to respond for the good of their organization and for society as a whole.</p>
<p>Thus we now hear about Andrew Witty&#8217;s GSK transforming business models to grow by broadening access to medicines in developing countries, and Sam Palmisano&#8217;s IBM seeking to grow through its Smarter Planet initiative. We saw BP, under John Browne&#8217;s leadership, decide that to protect and grow value it should put climate change on the agenda for the oil industry and take the lead on establishing the Extractive Industries Transparency Initiative and the Voluntary Principles on Security and Human Rights (PDF). A sizeable cohort of business leaders — Wal-Mart&#8217;s Lee Scott, GE&#8217;s Jeff Immelt, Petrobras&#8217;s José Gabrielli, the list goes on — now evidently believes that, far from being a source of cost, their efforts to understand and respond to the major forces shaping society are central to their creation and protection of value.</p>
<p>The other consistent theme to emerge from the research is that acting on this new perspective has required a certain set of competencies, many of which are not featured in traditional management education and leadership development experiences.</p>
<p>All of our interviewees spoke about the soft skills that come to the fore at this level of change leadership: having the courage to raise difficult issues in the face of vested interests; enabling leadership to emerge through convening dialogue; encouraging innovation and framing challenges that inspire it; using language and symbols effectively; creating appropriate metrics; and recognizing and rewarding positive new behaviors and outcomes.</p>
<p>But the leaders also identified an important change in the scope of their work. The new generation of business leaders, they emphasized, must be able to engage meaningfully with multiple constituencies and relate well with all kinds of different actors in society. They must be able to engage in public and political debate with a point of view. Not only has it become far more important to know how to engage with policymakers, but now they increasingly see it as their role to proactively energize government policy, industry competitors, and wider society, and get people pulling together. Here&#8217;s how John Brock, Chairman of Coca Cola Enterprises, talked about the change:</p>
<p style="padding-left: 30px;">I think the role of a business leader today is much more challenging because you&#8217;ve got so many other constituencies out there that you didn&#8217;t have before. Certainly the hierarchical approach — let&#8217;s just lead from the top and if other people don&#8217;t like it, that&#8217;s their problem — that does not work anymore. You&#8217;ve got to engage with these multiple constituencies and make decisions in a more consensual way. And that requires a real skill. As the leading drinks manufacturer in several countries, and as a major player in the industry itself, we believe we have an important leadership role to try to figure out how to bring government, NGOs, and industry all along. We as a company will invest a huge amount of time. And not just me, our whole leadership team.</p>
<p>In a previous study Ashridge conducted in partnership with the Academy of Business in Society — Developing the Global Leader of Tomorrow (PDF) — we found a high level of consensus on the capabilities required. Senior executives we surveyed told us that leaders at their level must be able to:</p>
<ul>
<li>Understand the business risks and opportunities of environmental and social trends — and how their sector and other stakeholders (regulators, customers, suppliers, investors, NGOs) are responding to them (82%)</li>
<li>align social and environmental objectives with financial goals (81%)</li>
<li>integrate social and environmental trends into strategic decision-making (70%)</li>
<li>identify key stakeholders that have an influence on the organization (73%)</li>
<li>understand how the organization has impact on these stakeholders, both positively and negatively (74%)</li>
<li>engage in effective dialogue (75%)</li>
<li>build partnerships with internal and external stakeholders (80%)</li>
<li>engage in and contribute to public policy (60%)</li>
</ul>
<p>Of course, when the requirements of leadership change, so must the focus of leadership development. It is clear that new measures of success have begun to apply to the emerging generation of global leaders. How well do they understand the broader forces at play in the world? How do they conceive their role as business leaders? Do they have the capabilities to be effective?</p>
<p>At Ashridge, we are now studying fascinating leadership development initiatives at IBM, HSBC, IMC Pan Asia Alliance Group, Ernst &amp; Young, Sky Broadcasting, InterfaceFLOR and Lend Lease. All are actively experimenting with how to build greater leadership capacity for this way of thinking, as well as the skills to act on it. We look forward to sharing their case studies in a third research study, to be published later this year. In the meantime, in your own organization, the way to start is by asking the same question these firms did of their leadership development programs: As global leadership is increasingly held to a new standard, are we developing leaders who can meet it?</p>
<p><strong>Matthew Gitsham is Director at the Ashridge Centre for Business and Sustainability, and a Research Fellow at the Ashridge Leadership Centre, Ashridge Business School.</p>
<p>Harvard Business Publishing</strong></p>
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		<title>EBRD invests a record €2.6bn in sustainable energy in 2011</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 15:42:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[sustainable]]></category>

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		<description><![CDATA[The European Bank for Reconstruction and Development (EBRD) invested €2.6 billion ($3.43 billion) in sustainable energy projects in 2011. Last year’s investments under the bank’s Sustainable Energy Initiative were up more than a fifth from the €2.1 billion invested by the EBRD in these types of projects throughout central Europe and central Asia in 2010. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>The European Bank for Reconstruction and Development (EBRD) invested €2.6 billion ($3.43 billion) in sustainable energy projects in 2011.</p>
<p>Last year’s investments under the bank’s Sustainable Energy Initiative were up more than a fifth from the €2.1 billion invested by the EBRD in these types of projects throughout central Europe and central Asia in 2010.</p>
<p>Almost one-third of the bank’s total investments of €9 billion last year went to sustainable energy projects, compared with 22% in 2010, said Sergiy Grytsenko, spokesman for the EBRD.</p>
<p>The EBRD’s investments in this area include industrial energy efficiency, power sector energy efficiency, renewable energy and energy efficient municipal infrastructure.</p>
<p>“Sustainable energy investments are and will remain key to the EBRD approach to support its region, as its countries of operation need to continue to improve energy efficiency and lower energy consumption,” said Josué Tanaka, EBRD’s managing director for energy efficiency and climate change.</p>
<p>“With energy prices soaring across the world, making energy efficiency improvements is the most effective way to mitigate climate change and strengthen the region’s economic competitiveness and energy security,” he added.</p>
<p>The SEI receives funding from donor governments and the EBRD Shareholder Special Fund. Between 2006 and 2011, the bank invested in 369 projects in 29 countries with a total project value of €34.2 billion.</p>
<p>Since the initiative was launched in 2006, it has invested €8.8 billion. The bank plans to invest a further €4.5 billion to €6.5 billion over 2012-14.</p>
<p>In the coming years, the SEI will increase its focus on climate adaptation measures, said Grytsenko.</p>
<p>However, the bank’s approach to what counts as sustainable energy is “quite relaxed”, said Pippa Gallop, research coordinator of environmental group Bankwatch, adding that it needs to be tightened up in line with climate science and EU policy.</p>
<p>A Bankwatch paper suggests that the EBRD stops financing transmission projects that only support nuclear power, excludes projects with increased overall annual or lifetime greenhouse gas emissions, measures and publish projects’ final emissions reductions, not only projected savings, and excludes carbon-intensive transport projects that increase traffic.</p>
<p>“Unfortunately, there’s no indicator so far [that this will happen in 2012],” said Gallop.</p>
<p><strong>Elza Holmstedt Pell<br />
Environmental Finance </strong></p>
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		<title>O toque de Midas da bromelina</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:44:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aldrey</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem se interessou pela utilização das fibras do curauá (assunto do Biodiversa na semana passada) vai gostar de saber que os rendimentos da exploração dessa bromélia amazônica podem ser incrementados com a extração da bromelina.  O “lembrete” é do ambientalista Roberto Smeraldi, articulador do Balcão de Negócios Sustentáveis da organização não governamental Amigos da Terra, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem se interessou pela utilização das fibras do curauá (assunto do Biodiversa na semana passada) vai gostar de saber que os rendimentos da exploração dessa bromélia amazônica podem ser incrementados com a extração da bromelina.  O “lembrete” é do ambientalista Roberto Smeraldi, articulador do Balcão de Negócios Sustentáveis da organização não governamental Amigos da Terra, endossado pelo pesquisador Osmar Alves Lameira, da Embrapa Amazônia Oriental, responsável pelo desenvolvimento de uma nova variedade de curauá sem espinhos, mais fácil de colher e processar.</p>
<p>De acordo com Smeraldi, “a extração da bromelina amplia o aproveitamento do curauá e pode viabilizar a cadeia produtiva, gerando o ganho de escala necessário ao aproveitamento industrial da fibra”.  Ele conta que a bromelina é uma enzima de ampla aplicação na indústria farmacêutica, alimentícia e de sapatos.  Pode ser extraída do abacaxi, mas aí gera uma competição com o mercado do fruto, de polpa e de sucos.</p>
<p>“Já a fruta do curauá, por não ser consumida, apresenta um potencial produtivo específico muito interessante, visto que o Brasil importa bromelina e o valor de mercado é alto, mais de R$ 3 mil o quilo”, acrescenta o autor do Novo Manual de Negócios Sustentáveis, lançado em 2011.</p>
<p>“Economicamente falando, em meu ponto de vista, é mais rentável utilizar o caldo produzido no processamento das fibras do curauá, pois já diminuiria a etapa de extração da enzima do tecido vegetal”, pondera o biólogo e doutor em Engenharia Química, Edgar Silveira Campos, do Laboratório de Processos de Separação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).</p>
<p>Segundo explica Silveira Campos, as pesquisas para a obtenção da bromelina costumam ser realizadas a partir dos resíduos das indústrias que processam o abacaxi, porque este tem valor comercial.  “Nesta linha de pensamento, a utilização dos frutos do curauá é viável, bastando apenas realizar testes referentes às características de suas enzimas”, diz.  Porém, se há “intenção de produzir bromelina a partir de todo o curauá, haveria a necessidade de isolamento e comparação das enzimas produzidas nos diversos tecidos vegetais da planta”.</p>
<p>O estudo é importante, pois existem diferenças entre os vários tipos de bromelina.  No caso do abacaxi, por exemplo, a enzima do fruto, mais usada na indústria alimentícia, difere da enzima do talo, mais utilizada pela indústria farmacêutica.  Esta bromelina é muito bem documentada por seu efeito anti-inflamatório e eficácia comprovada na cura de angina, indigestão e problemas respiratórios.</p>
<p>O estudo é importante, pois existem diferenças entre os vários tipos de bromelina.  No caso do abacaxi, por exemplo, a enzima do fruto, mais usada na indústria alimentícia, difere da enzima do talo, mais utilizada pela indústria farmacêutica.  Esta bromelina é muito bem documentada por seu efeito anti-inflamatório e eficácia comprovada na cura de angina, indigestão e problemas respiratórios.</p>
<p>Os resultados ainda são preliminares, mas as perspectivas são boas.  Pelo menos uma indústria alimentícia interessada já fez contato com a equipe de pesquisa.</p>
<p>Do ponto de vista dos produtores amazônicos, os sistemas de extração da bromelina em duas fases aquosas, testados na Unicamp, merecem atenção.  A tecnologia não é complicada, não exige instalações de grande porte e está ao alcance de investidores locais.  “Esses sistemas de extração são bastante utilizados na área médica e nas indústrias químicas”, complementa Siqueira Campos.  “Também são adequados para as indústrias farmacêuticas ou alimentícias, possuem baixo custo de produção e de investimento em equipamentos, além de serem facilmente escalonáveis.  E seus reagentes são bastante simples de se obter”.</p>
<p>Com os níveis de purificação alcançados em laboratório, é possível utilizar a bromelina em gel, loções e cremes anti-inflamatórios.  “Mais um detalhe interessante é que o aproveitamento da bromelina não afeta as outras utilizações da planta”, observa Osmar Lameira.  “Podemos acrescentar que a resina descartada serve como ração para bovinos, com cerca de 7% de proteínas, e como celulose”.</p>
<p>Em resumo, o curauá parece se revelar como uma “bromélia dos ovos de ouro”.  Alô produtores da Amazônia: o que estão esperando para começar a plantar?</p>
<div id="attachment_293" class="wp-caption aligncenter" style="width: 560px"><a href="http://ef.amazonia.org.br/wp-content/uploads/2012/02/curaua_OsmarLameira5.jpg"><img class="size-full wp-image-293" title="curaua_OsmarLameira5" src="http://ef.amazonia.org.br/wp-content/uploads/2012/02/curaua_OsmarLameira5.jpg" alt="" width="550" height="350" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Osmar Lameira/Embrapa (curauá roxo e branco sem espinhos e extração da fibra)</p></div>
<p><strong>Liana John</strong></p>
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		<title>Redução de áreas protegidas na Amazônia é inconstitucional, diz MPF</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:20:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aldrey</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ministério Público Federal entra com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra Medida Provisória que diminui unidades de conservação para construção de hidrelétricas no Pará, Rondônia e Amazonas. Na última semana, a Procuradoria Geral da República anunciou que impetrou, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com pedido de liminar, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ministério Público Federal entra com Ação Direta de Inconstitucionalidade no STF contra Medida Provisória que diminui unidades de conservação para construção de hidrelétricas no Pará, Rondônia e Amazonas.</em></p>
<p>Na última semana, a Procuradoria Geral da República anunciou que impetrou, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), com pedido de liminar, contra a Medida Provisória (MP) nº 558/2012, editada em janeiro pela presidente Dilma Rousseff. A MP excluiu 86.288 hectares de sete Unidades de Conservação (UCs) federais na Amazônia para abrigar canteiros e reservatórios de quatro grandes barragens: duas em fase de construção no Rio Madeira e duas previstas no Rio Tapajós no Pará.</p>
<p>No Estado do Pará, a MP desafetou um total de 75.630 hectares de cinco unidades de conservação para abrir os reservatórios de duas grandes hidrelétricas propostas pelo setor elétrico do governo no PAC, as usinas São Luiz do Tapajós e Jatobá. Foram desafetadas áreas do Parque Nacional (PARNA) da Amazônia (18.700 hectares) Florestas Nacionais (FLONAs) de Itaituba I (7.705 ha) Itaituba II (28.453 ha) e Crepori (856 ha), da Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós (19.916 ha).</p>
<p>Nos estados de Rondônia e Amazonas, foram excluídos 8.470 hectares do Parque Nacional Mapinguari para abrir caminho para os reservatórios das usinas de Santo Antônio e Jirau no rio Madeira, e 2.188 hectares do hectares do PARNA Campos Amazônicos para abrigar o reservatório da hidrelétrica de Tabajara no rio Machado, um dos principais tributário do Madeira.</p>
<p>De acordo com o procuradorr geral do MPF, Roberto Gurgel, todas as unidades de conservação alteradas são de extrema relevância para a preservação do Bioma Amazônia e que a norma questionada está repleta de inconstitucionalidades. Uma delas é o desrespeito à exigência de lei em sentido formal para a alteração e supressão de parques, florestas e áreas de proteção ambiental.</p>
<p>Como explica o coordenador da ONG International Rivers no Brasil, Brent Millikan, a gravidade é maior porque não houve a prévia realização de estudos técnicos e debate público sobre as usinas quanto e seus impactos sociais e ambientais, e alternativas: “O artigo 225 da Constituição Federal estabelece que a alteração e a supressão de áreas protegidas são permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. Assim, causa estranheza autoridades do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) concordarem com a exclusão de áreas de Ucs para abrigar os reservatórios de hidrelétricos, sem mencionar esse preceito legal. Alem disso, as usinas de São Luiz do Tapajós, Jatobá e Tabajara sequer possuem estudos de viabilidade econômica” completou Millikan.</p>
<p><strong>Pareceres contrários</strong></p>
<p>Segundo o documento que embasa e justifica a Medida Provisória nº 558/2012, foi o ICMBio que propôs a diminuição das Ucs. “O ICMBio, a partir de estudos realizados pela Eletrobrás e pela Eletronorte, encaminhou a proposta de redefinição dos polígonos do Parque Nacional da Amazônia, das Florestas Nacionais de Itaituba I, II e do Crepori e da Área de Proteção Ambiental Tapajós”, diz o documento.</p>
<p>Durante o ano de 2011, no entanto, gerentes locais do ICMBio responsáveis pelas Ucs na região do Tapajós apresentaram uma série de pareceres técnicos contrários tanto à desafetação das unidades de conservação quanto à instalação de sete hidrelétricas propostas pela Eletronorte para a bacia do Tapajós (além de São Luiz do Tapajós e Jatobá, estão na lista as usinas de Chacorão, no Tapajós, e Cachoeira do Caí, Jamanxim, Cachoeira dos Patos e Jardim de Ouro, no rio Jamanxim).</p>
<p>Entre os problemas apontados pelos técnicos, destacaram-se inexistência de estudos ambientais sobre espécies ameaçadas de extinção; graves prejuízos para atividades econômicas como a pesca e o eco-turismo no PARNA da Amazônia; interferência no projeto de adequação da Transamazônica; inviabilização de projetos sociais e de desenvolvimento para as populações locais; inexistência de projetos de mitigação para as comunidades afetadas; destruição de sítios arqueológicos; inexistência de estudos sobre impactos ambientais e sociais; inexistência de estudos de viabilidade econômica; e, principalmente, desrespeito à legislação ambiental vigente. Os pareceres técnicos não receberam retorno da direção central do ICMBio em Brasília.</p>
<p>Segundo Raione Lima, da coordenação regional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em Itaituba (PA), é preciso um debate aprofundado sobre as hidrelétricas propostas pelo setor elétrico na bacia do Tapajós: “O propósito de desafetação de parte das unidades de conservação no Tapajós vem favorecer ao grande capital, principalmente aos interesses dos defensores das usinas hidrelétricas, que em seu bojo incluem as empreiteiras, grandes empresas de mineração, agronegócio, madeireiros e a classe dominante local que na concretização destes projetos enxergam os novos garimpos do século 21. Junto com a importância da conservação da biodiversidade da Amazônia, existe a necessidade de valorização de seus povos, ribeirinhos, pescadores e os parentes indígenas; todo esse conjunto que deve ser reconhecido, com respeito à dignidade da pessoa humana e aos direitos humanos acima de qualquer interesse econômico”, completou.</p>
<p>Clique <a href="http://redir.stf.jus.br/estfvisualizadorpub/jsp/consultarprocessoeletronico/ConsultarProcessoEletronico.jsf?seqobjetoincidente=4197770">aqui </a>para ver a ADI na íntegra</p>
<p><strong>Fonte: Movimento Xingu Vivo</strong></p>
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		<title>World Bank president Robert Zoellick is to step down</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 12:51:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aldrey</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Notícias/News]]></category>
		<category><![CDATA[World Bank]]></category>

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		<description><![CDATA[World Bank president Robert Zoellick is to step down from his role at the institution when his five-year term comes to an end on 30 June. Mr Zoellick, 58, was appointed to his role in 2007 by then-US president, George W Bush. The post has always been held by a US national under a loose [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>World Bank president Robert Zoellick is to step down from his role at the institution when his five-year term comes to an end on 30 June.</p>
<p>Mr Zoellick, 58, was appointed to his role in 2007 by then-US president, George W Bush.</p>
<p>The post has always been held by a US national under a loose deal that also sees a European head the International Monetary Fund.</p>
<p>It is a situation emerging economies have become increasingly unhappy with.</p>
<p>When French national Christine Lagarde was appointed head of the IMF in 2011, there was an outcry from the Bric nations at this arrangement.</p>
<p>The Bric nations &#8211; Brazil, Russia, India and China &#8211; along with South Africa said in a joint statement that the choice of managing director on the basis of nationality undermined the legitimacy of the International Monetary Fund.</p>
<p>It may well be the case that these countries will now make the case that the head of the World Bank should be based on talent, not nationality.</p>
<p>Campaigners, including Oxfam, Eurodad and the African Forum and Network on Debt and Development (Afrodad) have called &#8220;for an open and merit-based process to elect the next World Bank leader&#8221;.</p>
<p>Mr Zoellick said in a statement he had informed the bank&#8217;s board of member countries of his decision.</p>
<p>&#8220;Together we have focused on supporting developing countries to navigate crises and adjust to global economic shifts,&#8221; said his statement.</p>
<p>&#8220;The bank is now strong, healthy and well positioned for new challenges, and so it is a natural time for me to move on and support new leadership.&#8221;</p>
<p>Ms Lagarde said Mr Zoellick had &#8220;served the international community &#8211; including the membership of the World Bank Group and IMF &#8211; with great distinction&#8221;.</p>
<p>And Andrew Mitchell, the UK&#8217;s International Development Secretary, said Mr Zoellick had done a &#8220;remarkable job&#8221;.</p>
<p><strong>BBC</strong></p>
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		<title>9 good reasons why environmentalists should call themselves economists (and one apparently bad one)</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 19:56:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aldrey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Documentos]]></category>
		<category><![CDATA[environmentalists]]></category>

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		<description><![CDATA[Let&#8217;s star with the apparently bad one&#8230; Economists!? Please god, no. A thousand times, no. Why on earth would environmentalists, who come in all shapes, sizes and disciplines, want to be named after the &#8216;dismal scientists&#8221; ((to paraphrase Thomas Carlyle)? We might as well call ourselves bankers. But that might not be a bad thing [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Let&#8217;s star with the apparently bad one&#8230; Economists!? Please god, no. A thousand times, no. Why on earth would environmentalists, who come in all shapes, sizes and disciplines, want to be named after the &#8216;dismal scientists&#8221; ((to paraphrase Thomas Carlyle)? We might as well call ourselves bankers.</p>
<p>But that might not be a bad thing either.  If you choose your economic approach and type of bank based on society&#8217;s needs and evidence of what works best for the real world.  Zealot monetarists from the Chicago School, living in the never-never land of rational free markets, ivory-tower academics reducing the all-too human complexities of producer-consumer-investor behavior to arcane mathematical formulae, or algorithm driven spiv-speculators playing very dangerous games on their super-fast-super-connected-super-computers, do not the tribes of economists or bankers make.</p>
<p><strong><a href="http://ef.amazonia.org.br/wp-content/uploads/2012/02/9-Good-Reasons.pdf"> If you want to read more click here:</a></strong><a href="http://ef.amazonia.org.br/wp-content/uploads/2012/02/9-Good-Reasons.pdf"> </a><a href="http://ef.amazonia.org.br/wp-content/uploads/2012/02/9-Good-Reasons.pdf">9 good reasons why environmentalists should call themselves economists (and one apparently bad one)</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Recursos para a produção baseada na biodiversidade amazônica</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 15:06:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aldrey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Português]]></category>
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		<category><![CDATA[biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>

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		<description><![CDATA[O fortalecimento de cadeias produtivas a partir da biodiversidade amazônica foi tema de reunião entre o senador João Capiberibe (PSB/AP) e o diretor da ONG Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, na tarde desta terça-feira, 14, em Brasília (DF). A ONG tem buscado informações sobre a importância que os produtos da biodiversidade amazônica têm na obtenção de créditos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O fortalecimento de cadeias produtivas a partir da biodiversidade amazônica foi tema de reunião entre o senador <a href="http://capiberibe.net/">João Capiberibe</a> (PSB/AP) e o diretor da ONG Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, na tarde desta terça-feira, 14, em Brasília (DF). A ONG tem buscado informações sobre a importância que os produtos da biodiversidade amazônica têm na obtenção de créditos junto ao Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) e quais atividades do setor primário são prioritárias na obtenção de recursos do órgão. Segundo Smeraldi, existem deficiências no financiamento da cultura de produtos como o açaí e cupuaçu, por exemplo, e a solução perpassa pela elaboração de políticas públicas específicas. Daí, afirmou, “a importância da retomada do diálogo com um senador como Capiberibe”. “É uma grande satisfação retomar esse diálogo com um parlamentar referência no Congresso, assim como foi enquanto governador” – elogiou. Reconhecida pelo Ministério da Justiça, a ONG Amigos da Terra existe desde 1989 e atua na promoção de interesses difusos, tais como direitos humanos, cidadania e desenvolvimento, a partir da valorização do capital natural. Atua nas políticas públicas, nos mercados, nas comunidades locais e no mundo da informação, por meio de atividades inovadoras, na região amazônica.</p>
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		<title>Projetos ambientais tem novas linhas de crédito</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Feb 2012 13:08:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aldrey</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Português]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias/News]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ministério do Meio Ambiente e o BNDES anunciaram a liberação de R$ 560 milhões em linhas de crédito para estimular projetos tecnológicos que reduzam emissões de gases de efeito estufa ou inovem na adaptação as mudanças climáticas.  Os empreendimentos podem ser privados, municipais ou estaduais.  Os recursos fazem parte do Fundo Clima, constituído com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério do Meio Ambiente e o BNDES anunciaram a liberação de R$ 560 milhões em linhas de crédito para estimular projetos tecnológicos que reduzam emissões de gases de efeito estufa ou inovem na adaptação as mudanças climáticas.  Os empreendimentos podem ser privados, municipais ou estaduais.  Os recursos fazem parte do Fundo Clima, constituído com a verba do ministério obtida pela Participação Especial do Petróleo.</p>
<p>Desse total, R$ 530 milhões serão de linhas reembolsáveis, direcionadas a ações ligadas aos planos setoriais e a projetos de adaptação que tenham potencial de retorno financeiro.  Os tipos de projetos que se enquadram no perfil de empreendimentos requeridos pelo fundo são modais de transporte eficientes, máquinas e equipamentos eficientes, energias renováveis, resíduos com aproveitamento energético, carvão vegetal, e combate a desertificação.</p>
<p>As seis linhas reembolsáveis serão operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com juros que variam de 2,5% a 9,5% ao ano.  Os prazos de financiamento podem chegar a 25 anos e variam de acordo com o projeto.  As alíquotas mais baixas serão cobrados nos projetos de maior risco.</p>
<p>Luciano Coutinho, presidente do BNDES, explica que as alíquotas mais baixas serão voltadas para o desenvolvimento de projetos que ainda inexistentes ou pouco difundidos no país.  &#8220;Por exemplo, energias solar e dos oceanos são menos desenvolvidas no país do que a eólica e a biomassa.  Por isso, as duas primeiras poderão ter uma taxa de juros menor.  A ideia é criar e desenvolver&#8221;, afirmou Coutinho.</p>
<p>Os outros R$ 30 milhões do fundo serão operados pelo Ministério do Meio Ambiente.  São recursos reembolsáveis, para projetos ou estudos e financiamento de empreendimentos que vis em a minimização da mudança climática e seus efeitos.  &#8220;Esse fundo é extremamente estratégico, porque baseia-se na inovação tecnológica&#8221;, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.</p>
<p><strong>Por: Diogo Martins</strong><br />
<strong>Fonte: Valor Econômico </strong></p>
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		<title>Engenheiro responsável por obra do Banco Santander é preso</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 11:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aldrey</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo as autoridades, Construtora Acciona colocou em risco a vida de trabalhadores.  Em janeiro, operário quebrou a perna ao utilizar andaime que havia sido interditado em fiscalização O engenheiro espanhol Raul Jurado Pozuelo, da Acciona Infraestructuras, foi preso pela Polícia Federal (PF) em Campinas (SP) na madrugada desta sexta (10), por colocar em risco a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Segundo as autoridades, Construtora Acciona colocou em risco a vida de trabalhadores.  Em janeiro, operário quebrou a perna ao utilizar andaime que havia sido interditado em fiscalização</em></p>
<p>O engenheiro espanhol Raul Jurado Pozuelo, da Acciona Infraestructuras, foi preso pela Polícia Federal (PF) em Campinas (SP) na madrugada desta sexta (10), por colocar em risco a vida de operários e desrespeitar sistematicamente interdições feitas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em fiscalizações anteriores. Os crimes estão previstos nos artigos 132 e 205 do Código Penal brasileiro. Ele foi solto no mesmo dia pelo delegado da PF, Paulo Martinelli, após pagar fiança de R$ 3 mil, e responderá a inquérito pela ocorrência.</p>
<p>As infrações foram cometidas durante a construção do Centro de Processamento de Dados para o Banco Santander, em Campinas, no interior de São Paulo. A Acciona foi procurada pela Repórter Brasil para comentar os seguidos flagrantes de irregularidades na obra, mas não retornou à mensagem deixada no formulário de seu site. O Santander, por meio de sua assessoria (confira abaixo), afirmou que está cobrando as empresas pela regularização da situação.</p>
<p>A prisão teve como base depoimentos dos auditores do MTE, João Batista Amâncio e Márcia Marques, e do procurador do trabalho Nei Messias Meira. Os três acompanharam o flagrante. A PF também ouviu policiais militares que estavam no local e operários da construtora.</p>
<p>Infrações sistemáticas</p>
<p>A empresa Acciona já foi autuada pelos auditores fiscais por conta das irregularidades encontradas em setembro do ano passado. Em 31 de janeiro, a fiscalização retornou ao canteiro de obras e verificou que a empresa não havia regularizado a situação. Novas interdições foram feitas, mas a empresa continuou desrespeitando cuidados básicos de segurança. Em 2 de janeiro, um trabalhador caiu e teve fratura exposta ao utilizar um andaime que havia sido interditado dias antes. No local trabalham 823 pessoas.</p>
<p>Além de risco de vida, os trabalhadores eram submetidos a jornadas prolongadas, algumas de até 17 horas por dia. Há casos de operários que passaram mais de dois meses sem folgar, trabalhando de segunda-feira à domingo, de acordo com a auditora.</p>
<p>Histórico</p>
<p>O MTE e o MPT vêm realizando fiscalizações na obra desde setembro do ano passado. A primeira fiscalização foi acompanhada pela Repórter Brasil. Na ocasião, foram lavrados 46 autos de infração pelas irregularidades encontradas e equipamentos foram interditados. Contudo, os problemas, incluídos aí o excesso de horas extras e a falta de condições de higiene e segurança, não foram resolvidos. Em dezembro do ano passado, um alojamento teve que ser interditado e os trabalhadores da obra tiveram o contrato de trabalho rescindido e retornaram ao município de origem.</p>
<p>A empresa Acciona foi contratada pelo Banco Santander para construir o centro de processamento de dados do banco no distrito de Barão Geraldo. A construtora, por sua vez, subcontratou mais de 20 empresas terceirizadas para executar o serviço.</p>
<p>A assessoria de imprensa do Santander enviou nota à Repórter Brasil dizendo que as obras do futuro Centro de Processamento de Dados do Santander, em Campinas, &#8220;estão sendo conduzidas por construtoras contratadas&#8221;. &#8220;O foco da referida fiscalização são as condições de trabalho nessas empresas, que já estão tomando medidas para atender à fiscalização&#8221;, segue o comunicado do banco. &#8220;O Santander preza pela segurança de todos os seus empregados, clientes e prestadores de serviços em seus estabelecimentos e está cobrando rápida solução por parte dessas empresas&#8221;.</p>
<p>A Repórter Brasil acompanha o caso desde o ano passado e em breve publicará reportagem especial sobre o assunto.</p>
<p><strong>Por: Bianca Pyl</strong><br />
<strong>Fonte: <a href="http://www.reporterbrasil.org.br/">Repórter Brasil </a></strong></p>
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