O setor financeiro ocupa uma função essencial na busca pela sustentabilidade econômica, social e ambiental. Com o conhecimento e os incentivos corretos, as instituições financeiras podem e devem desempenhar um papel decisivo na melhoria da qualidade socioambiental do planeta, principalmente nos temos atuais, quando a necessidade de se conter a elevação climática e as ações de alto impacto socioambiental é cada vez maior.
Isso se dá não apenas pela óbvia importância dos ativos financeiros na atividade econômica e seus impactos indiretos, mas também em decorrência da necessidade de se proteger dos crescentes riscos financeiros, da ilegalidade e da má reputação, advindos das más práticas sociais e ambientais.
O que é
Eco-Finanças é uma iniciativa pioneira no Brasil e reconhecida internacionalmente como um dos mais inovadores programas que atuam na área de finanças e sustentabilidade. O programa é desenvolvido desde março de 2000 pela Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.
A organização também representa no Brasil a BankTrack, rede internacional composta por 18 organizações da sociedade civil, que monitora as operações das instituições financeiras privadas e seus impactos sobre as comunidades e o meio ambiente (www.banktrack.org).
Objetivos
Transferir ao setor financeiro o paradigma de que as questões e passivos ambientais não são encarados como um fator de risco a ser administrado e solucionado, mas é uma ótima oportunidade de negócio que fortalece a reputação é um dos objetivos do Eco-Finanças.
O programa visa ainda assegurar que investimentos e financiamentos de instituições financeiras minimizem o impacto adverso sobre os recursos naturais, estimulem o desenvolvimento sustentável e respeitem as comunidades eventualmente afetadas por seus projetos. O Eco-Finanças busca fomentar e complementar a atuação de reguladores formais, iniciativas de auto-regulação, e a de demais atores da sociedade civil.
Linhas de atuação:
Infraestrutura
O Eco-Finanças trabalha para que os financeiros tenham mais responsabilidade e atribuam mais peso relativo às dimensões social e ambiental em megaprojetos de infraestrutura. Por exemplo: o programa cobra e pressiona instituições financeiras para que sua responsabilidade no projeto do complexo hidrelétrico do Rio Madeira.
Mudanças Climáticas
O Eco-Finanças fomenta integração de mudanças climáticas nas políticas, práticas e novos produtos dos bancos. Ele visa ter uma atuação ativa neste sentido, principalmente no que diz respeito ao papel dos bancos públicos e privados, por exemplo no financiamento da cadeia pecuária.
Auto-regulação e Regulação
O Eco-Finanças contribui para que a (auto-)regulação do setor financeiro se alinhe às exigências de transparência, responsabilidade e sustentabilidade legitimamente esperadas pela sociedade civil informada.
Investimentos Sustentáveis
O Eco-Finanças incentiva inclusão de critérios socioambientais na política de investimento de grandes investidores institucionais e/ou investidores com recursos públicos. Exemplos de investidores nesta categoria: BNDESpar, grandes fundos de pensão como Previ, Funcef e Petros. O projeto visa também incentivar conformidade aos princípios do Principles for Responsible Investments (PRI).
Seguradoras
Eco-Finanças fomenta iniciativas para promover o seguro ambiental e a disponibilização de novos produtos por parte de seguradoras, inclusive gerando mercados relevantes a partir de instrumentos de regulação ou conscientização.
Atividades
Dentre as ações desenvolvidas pelo Eco-Finanças desde o seu lançamento, destacam-se:
Estímulo às Melhores Práticas
Pesquisa e Comunicação
Divulgação eletrônica semanal da newsletter e-Meio Circulante, único produto de informação especializado no Brasil sobre tendências e novidades nas áreas de finanças e meio ambiente;
Pesquisa, redação e circulação de informes, reportagens, artigos, relatórios e outros materiais sobre diversos temas relevantes para administração socioambiental em instituições financeiras.
Financiadores: